Luiza
A manhã estava sombria, como se o céu soubesse do caos que estava prestes a acontecer. Kalil e eu estávamos sentados na pequena mesa da cozinha, o silêncio entre nós era pesado, cheio de perguntas não respondidas. A carta da minha mãe ainda estava ali, entre nós, como um fantasma do passado.
— E agora? — perguntei, olhando para Kalil enquanto ele tamborilava os dedos na mesa, claramente perdido em seus pensamentos.
Ele suspirou, passando a mão pelos cabelos ruivos, que estavam mais desord