O quarto estava às escuras quando a porta se fechou.
Não porque quisessem se esconder, mas porque a noite oferecia o único espaço onde o mundo não exigia explicações imediatas. O barulho distante da cidade atravessava as paredes como um lembrete constante de que nada ali era realmente seguro.
Lívia encostou a testa na porta por um instante, os olhos fechados, respirando fundo.
— Estamos sendo observados — disse, sem dramatizar.
— Eu sei — Dante respondeu, atrás dela. — Mas não aqui. Não agora.