Ninguém conseguiu dizer uma palavra.
Alina pegou o cartão das mãos de Caetano e o aproximou dos olhos. A letra era firme, elegante e levemente inclinada para a direita.
Dona Ester estava tremendo.
— Eu reconheceria essa caligrafia em qualquer lugar. Seu pai escrevia bilhetes para mim todos os domingos. Era a letra dele.
Alina sentiu o coração apertar.
— Isso é impossível. O papai morreu há mais de vinte anos.
— Eu sei.
Caetano pegou o cartão novamente.
— Talvez alguém tenha imitado a assinatura