Capítulo 15 — A Galeria Fechada

Ninguém conseguiu dizer uma palavra.

Alina pegou o cartão das mãos de Caetano e o aproximou dos olhos. A letra era firme, elegante e levemente inclinada para a direita.

Dona Ester estava tremendo.

— Eu reconheceria essa caligrafia em qualquer lugar. Seu pai escrevia bilhetes para mim todos os domingos. Era a letra dele.

Alina sentiu o coração apertar.

— Isso é impossível. O papai morreu há mais de vinte anos.

— Eu sei.

Caetano pegou o cartão novamente.

— Talvez alguém tenha imitado a assinatura
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