O DESPERTAR DO MONSTRO
VINCENT
O silêncio dentro da suíte imperial é quase ensurdecedor. O aroma do perfume de Safira ainda paira no ar, uma fragrância cara, enjoativa, que agora me causa uma náusea profunda. Ela saiu para mais um de seus compromissos fúteis pela alta sociedade de Paris, e a ausência dela é o único alívio que tive em horas.
Entro no escritório privativo do apartamento do hotel e fecho a porta. Preciso me isolar do mundo. Apoio as duas mãos