Kalel
Ainda ouço a voz dela.
Fraca, distante, quase como uma memória malformada.
Mas eu sei que não é.
Não é memória.
É Arkhadyan. Viva. Sofrendo. Pedindo ajuda.
E eu não consigo encontrá-la.
Desde o momento em que minha mente tocou a dela, algo dentro de mim despertou. Como se uma teia invisível de energia antiga — algo que eu nem sabia que existia — tivesse finalmente se alinhado. No começo, pensei que fosse imaginação, um efeito da dor, da culpa, do desespero. Mas não. Era real. Eu ouvi os g