Donavan
Aiden me esperava na sombra dos pinheiros antigos, os braços cruzados sobre o peito, o olhar preso nas colinas distantes como se pudesse encontrar ali respostas que o tempo se recusava a oferecer. A brisa da manhã ainda trazia a umidade da névoa que envolvia a floresta, mas eu sabia que, por dentro, ele ardia. Aiden nunca dizia tudo o que pensava — mas seus silêncios sempre falavam mais alto que palavras.
— Precisamos conversar — anunciei, surgindo do último trecho de mata.
Ele se virou