Giovana
Havia algo estranho no ar naquela noite.
Um silêncio diferente.
Não aquele vazio que costuma assombrar as noites solitárias, mas o silêncio que antecede o despertar de alguma coisa muito antiga.
Como se o mundo inteiro estivesse prestes a se lembrar de algo que tentou esquecer.
Acordei caída no chão.
Não me lembrava de ter me deitado.
Minhas mãos estavam cobertas de terra.
Não era a terra da minha casa.
Era úmida.
Escura.
Pesada.
Como se eu tivesse sido arrastada para outro lugar.
Como