Naquela noite, Selena deitou-se com o caderno nas mãos. Começou a escrever. Talvez nunca enviasse aquelas palavras, mas precisava tirá-las de dentro de si.
“Flávio... Não sei por que ainda penso em você. Mas penso. E dói. Dói lembrar de como você me olhava, de como me fazia sentir forte. E depois... de como me expôs. Você quebrou algo dentro de mim. Algo que levei anos para construir. Não sei se posso voltar. Mas queria que você soubesse que, mesmo longe, nunca estive verdadeiramente livre de v