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Luiz saiu do hospital sem rumo, o corpo leve, mas a alma arrastando toneladas. O ar fresco da manhã de domingo parecia zombar dele; havia sol, pássaros, vida. Tudo o que ele não sentia mais. Vestia a mesma roupa da noite anterior, manchada de sangue seco no colarinho e nas mangas, a calça amarrotada. Não tinha forças para ir até Isadora, nem coragem. Mandou apenas uma mensagem curta, fria, covarde até: “Sinto muito. De verdade.”

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