Helena Thorne
Sentar-se na poltrona do meu antigo quarto, sentindo o aroma inconfundível de lavanda e madeira que acompanhara uma parte da minha vida, era como finalmente emergir para respirar depois de meses naufragando em um mar de tempestade. Maeve estava de pé atrás de mim, passando a escova pelos meus cabelos com uma leveza tão familiar que fez cada músculo tenso das minhas costas relaxar.
O toque das mãos dela no meu couro cabeludo trazia uma memória afetiva quase infantil, um refúgio ac