Helena Aris
Os dias em Abu Dhabi não passavam; arrastavam-se como uma punição lenta.
Simon estava sempre ausente, engolido pelos seus negócios sombrios, jantares com mafiosos e reuniões, com a porta aberta dava para ouvir os dois conversando. Quando aparecia, era apenas para marcar território com palavras afiadas ou olhares carregados de rancor. Mas Dante... Dante era a constante. Ele era a sombra viva e silenciosa que guardingava a minha prisão.
A postura dele comigo continuava sendo a mesma