Abri os olhos devagar, a claridade fraca do quarto de hospital fazendo minhas pálpebras pesarem. O silêncio do ambiente era quase doloroso, interrompido apenas pelo bip constante dos monitores ao fundo. A memória da noite anterior me atingiu em cheio — a dor no meu ventre, as palavras venenosas de Camila, o cheiro de sangue de Simon e a promessa de tempestade que pairava sobre nós.
— Simon? — chamei, a voz fraca e rouca pelo sono, estendendo a mão para o lado vago da cama.
Mas quem se aproximou