Helena Aris
Simon mal havia acabado de dar as costas, e o senhor Alencar permaneceu de pé, assistindo à partida dele como se contemplasse um deus. O velho percorreu as mãos pelo próprio peito, ajeitando a camisa azul com um orgulho patético, estufando o peito como um pavão que acabara de receber a atenção do dono do zoológico.
Meus punhos estavam cerrados, as unhas cravadas nos calos da palma da mão na tentativa de conter a fúria que subia pelo meu peito. Mas o ódio... o meu era criativo. Na mi