Helena Aris
O silêncio dentro do elevador privativo que subia diretamente para a diretoria era denso, quase sufocante. As paredes espelhadas refletiam o contraste entre nós, eu, ereta, segurando firme as alças da bolsa, Simon, uma presença maciça e intimidadora ao meu lado, emanando aquele perfume amadeirado que parecia impregnar o ar que eu respirava.
O indicador digital dos andares subia devagar. 12... 13... 14...
Apertei o botão de emergência sem aviso prévio. O solavanco seco fez o elevador