Paulina rolou sobre sua cama pela milésima vez. Lutando para dormir, com o cobertor enroscando em suas pernas e braços como um casulo a cada girada angustiada de seu corpo. Afastou o pano, desembaraçando-se dele e jogando-o no chão, e encarou o teto, o cabelo misturado com suor grudado em rosto e a respiração inconstante.
Esticou a mão, capturando o celular no nicho acima de sua cabeça para verificar o horário. Estava naquela agonia há duas horas. Esgotada de forçar o sono, sentou na cama por a