Mundo de ficçãoIniciar sessãoCíntia se sentia em um conto de fadas. Seu quarto estava além do que podia imaginar. Nem em um milhão de anos se imaginou num quarto assim. Quando seu pai a levou pela mansão que era magnífica e entrou no seu quarto. Não soube o que dizer pois estava muito impactada com tudo aquilo.
- É enorme! - disse alisando a roupa de cama branca com detalhes dourados. Parecia um quarto de princesa. - Gostou? - Amei. - Mandei preparar algumas roupas para vocês, se não couberem podemos comprar outras. - disse seu pai abrindo o closet. Ela entrou no closet. Lá havia mais roupas do que ela poderia vestir em uma vida. Sapatos, jóias, bolsas. Tudo de marca, do bom e do melhor. Com isso tudo quem precisaria das coisas velhas que tinha? Mas mesmo assim ela precisava ir no apartamento se despedir das meninas e pegar os materiais da faculdade. Ninguém iria acreditar nela. Tudo ainda parecia um sonho. - Pai. - falou testando essa palavra em sua voz. Nunca pode dizê-la pois antes não tinha um pai, agora ela tinha. - Sim querida. - Eu preciso ir em casa. - era estranho chamar o apartamento de casa, pois não era necessariamente um lar. Era um lugar onde ela podia dormir. - Te entendo. Pedirei para um dos seguranças levar você. Ela aceitou. Sabia que agora essa seria sua vida. Teria que aceitar seguranças atrás dela o tempo todo. Cíntia entrou no carro preto chique de marca e o motorista deu partida. Saindo da mansão olhou para trás, ela ainda não conseguia acreditar que tinha encontrado sua família. Sorriu e beliscou seu braço. Não, não era um sonho. *** Filipe Novaes entrou na mansão consternado. Os seguranças não o pararam, parecia que sabiam que ele viria. Assim que entrou no escritório de Paulo Marques o golpe em seu rosto o fez cair no chão. Se levantou alisando sua face. Estava doendo muito, mas não daria satisfação a ele de perceber. - É assim que você recebe as visitas? - perguntou. O outro homem não respondeu. Decidiu ir direto ao ponto, o motivo de estar ali. - Onde ela está? Eu sei que seus homens a levaram. A boate tinha um sistema de câmeras que pegava todo quarteirão. Filipe viu quando Cíntia fora levada. - A partir de hoje você não vai chegar perto dela me entendeu? - E quem é você para decidir por ela? - Sei bem o que você fez ontem a noite. - disse ainda chateado que sua filha tivesse dormido com esse homem desprezível. Desde o momento que suspeitara que ela era sua filha, tinha seguranças a vigiando. Ele nunca gostou do Filipe, odiava ter que lidar com ele nos negócios. Mas depois que o pai dele falecera, não tinha outro jeito. Tinha que aguentar o garoto arrogante, mas não permitiria que sua filha se aproximasse mais dele. Filipe riu. - Ficou com ciúmes foi? - perguntou arrogante. Marques o segurou pelo blaser. - Seu velho nojento. - Cala sua boca. Meus assuntos não interessam a você. - disse numa voz sombria. - Eu só quero falar com ela. - disse amenizando as coisas. Brigar não levaria a nada. - Não! Nunca mais você chegara perto dela. E aquele negócio que estávamos resolvendo aquele dia. Não quero mais, pode ficar com a rota. Filipe franziu o cenho sem entender. Fazia meses que eles tentavam chegar em um acordo sobre uma rota que aparentemente pertencia as duas famílias. Quando seu pai morrera, descobrira o lado sombrio dos negócios. Seu pai e o Senhor Marques tinham muitos negócios obscuros juntos. - Você vai abrir mão da rota por ela? - Se isso te fizer não procurá-la mais. - disse soltando o Filipe. Filipe tentava entender o que estava acontecendo. Senhor Marques não cedia as coisas facilmente. Principalmente quando envolvia dinheiro. E agora estava cedendo por ela. O que essa moça tinha de especial? Era o que ele precisava descobrir. Não parecia ser um simples caso. - Você não pode me dizer o que fazer. - dito isso foi embora. Ele não iria se afastar dela, agora mais que nunca precisava descobrir quem era ela para o Senhor Marques e com isso podia se aproveitar da situação. O velho iria comer na palma da sua mão. Entrou dentro do carro e falou para seu secretário Lucas. - Descubra tudo o que puder sobre a moça de ontem. Quero saber qual a ligação dela com a família Marques. A resposta veio horas depois. Uma cópia do teste de paternidade. Filipe encarou o papel com um sorriso nos lábios. Ela era a filha perdida dos Marques, aquela que movimentaram céus e terras durante anos em procura. Formulou um plano. No futuro ele seria o único dono da cidade. Não dividiria a glória com a família Marques. Ele seria o rei. Ele só precisava casar com a herdeira perdida.






