A Filha Perdida do Bilionário
A Filha Perdida do Bilionário
Por: R.Kéthully
Capítulo 1

Cíntia contou as moedas que ganhara de gorjeta naquele dia. Não daria nem para um pão com queijo na esquina. Ela não sabia o que fazer, seu trabalho como garçonete não estava lhe rendendo dinheiro e ela precisava pagar a faculdade.

Sua colega de quarto entrou na cozinha. As duas dividiam o apartamento com mais duas meninas. O AP só tinha dois quartos, por isso elas dormiam no mesmo quarto.

Cíntia não podia reclamar. Era melhor que morar na rua.

- Orçamento apertado esse mês? - perguntou Ana pegando um copo de água. Ela tinha pena de Cíntia, por mais que as duas dividissem o quarto, Ana ainda tinha uma pensão mensal dos pais, pouca, mas tinha. Fora os bicos que fazia na boate.

- Sim, não sei como ganhar dinheiro rápido.

- Eu tenho uma ideia.

- Não! - exclamou Cíntia se levantando da cadeira que estava sentada. Ela sabia que sua amiga ganhava dinheiro de forma ilícita. Não queria fazer o que ela fazia.

Já fazia dois anos que saíra do orfanato e estava indo bem. Só esse mês que as gorjetas haviam sido poucas.

- Calma. O Enrico me disse que estava precisando de uma garçonete hoje na boate. Se te interessar. Ele vai pagar bem.

- Não sei.

- Você não fará nada. É só para servir as mesas.

- Se for assim.

Ainda com medo Cíntia aceitou.

As duas chegaram à boate antes de abrir.

Enrico passou todas as instruções para ela. Ele era o gerente. Ele até perguntou se ela gostaria de ser mais que garçonete, pois era muito bonita. Loira, alta, olhos de um tom de mel inesquecível. Mas ela negou, dizendo que preferia servir mesas. Não ia se vender, ela daria um jeito e conseguiria dinheiro de forma honesta.

O pagamento era bom, por isso ficou e serviu as mesas. Ele a colocou na área VIP e até então a noite estava sendo boa.

Anota, pega bebidas, serve bebidas, e o ciclo sem fim continuava noite a dentro. Por volta das 23h às pessoas já estavam altas, drogadas e bêbadas.

Cíntia entrou numa sala VIP para anotar os pedidos. Dois homens conversavam exaltados e alguns seguranças estavam de pé observando. Deviam ser homens importantes. Estavam vestidos com ternos caros e o ar na sala transpirava poder.

Um tinha cabelos grisalhos e o outro era mais jovem. Jovem e bonito.

- Senhor Marques, você sabe que não temos objeção ao contrato, mas precisamos de garantias.

- Filipe já resolvemos antes. E você continua pressionando.

Eles pareciam alheios a chegada dela. Ela ficou com medo de atrapalhá-los, mas não podia se dar ao luxo de ficar parada esperando eles terminarem.

- O que desejam hoje senhores?

Eles a olharam ao mesmo tempo. Ficou sem jeito.

O homem mais velho a olhou de forma estranha como se tivesse visto um fantasma, enquanto o mais jovem dizia o que gostaria de beber.

- E o senhor? Deseja algo? - perguntou para o homem mais velho que não parava de encará-la. Ela temeu.

Por que ele não para de me olhar? Pensou.

Como se tivesse saído de um transe ele falou uma bebida qualquer.

Ela anotou e saiu para buscar os pedidos. Mas antes entrou em outra sala VIP, onde uma dançarina semi-nua dançava para o bel-prazer dos homens ao redor. Perguntou o que eles gostariam e um deles disse que gostaria dela embaixo dele. Ela se afastou assustada e o homem se aproximou.

- Me desculpe senhor, eu não faço parte do cardápio. - murmurou se afastando mais do homem, mas ficou sem saída quando suas costas bateram na parede. Os homens na sala o incitando a pegá-la de jeito. - Por favor senhor, se afaste.

Ela implorou, mas ele não se importou, seu hálito em sua face. Ele alisou os cabelos loiros dela. Ela fechou os olhos com repulsa.

- Calma garotinha, não farei nada que você não queira. - disse o homem e riu. Um riso feio e repugnante.

Querendo fugir dali Cíntia fez a única coisa que conseguiu pensar. Segurou nos ombros do cara e deu uma joelhada no meio de suas pernas. O homem urrou segurando suas partes íntimas, caindo ao chão. Mas antes que ela conseguisse fugir, um dos amigos do homem a segurou pelos cabelos a jogando no chão. Sua testa bateu na quina da pequena mesa que a dançarina dançava anteriormente. Elas se olharam assustadas. O sangue escorreu.

- Aonde pensa que vai sua vadia? Agora você vai aprender uma lição. - disse o amigo desafivelando o cinto.

- Não por favor! Socorro. - gritou, mas sabia que de nada adiantava, pois o som alto da boate e as paredes acústicas não permitiriam que seus gritos fossem ouvidos.

Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
capítulo anteriorpróximo capítulo
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App