DANTE — O DESPERTAR
Acordei com o sol batendo no rosto.
E por um segundo — apenas um segundo — não soube onde estava.
Depois senti.
O peso suave no meu peito. O cabelo fazendo cócegas no meu queixo. O braço dela envolvendo minha cintura.
Lívia.
Minha noiva.
Abri os olhos. Olhei para baixo.
Ela dormia. Tranquila. Linda. Com aquele pequeno sorriso nos lábios que sempre aparecia quando sonhava com coisas boas.
A mão esquerda descansava no meu peito.
E o anel brilhava.
Meu anel.
No dedo dela.
Real.
Aconteceu mesmo.
Não consegui evitar. Sorri como um idiota.
Ela disse sim.
Aceitou casar comigo.
E passamos a noite mais perfeita da minha vida juntos.
E agora está aqui. Nos meus braços. Onde sempre deveria estar.
Beijei o topo da cabeça dela. Suave. Para não acordar.
Mas ela se mexeu mesmo assim.
Murmurou algo incompreensível. Apertou mais o abraço.
— Dante...
— Oi, amor — sussurrei. — Bom dia.
Ela abriu os olhos devagar. Piscando contra a luz.
E quando me viu, sorriu