Quando o deserto deixa de ser vazio.
A sala de reuniões do Sheik Khalid Al-Fayed esbanjava luxo, um edifício de vidro que refletia o sol como uma lâmina. Do chão ao teto, telas negras aguardavam acesas, prontas para se tornarem mundo. Caetano estava de frente ao homem sentindo o ar gelado contra a pele quente do deserto e, por um instante, teve a sensação de ter atravessado um portal.
Do lado de fora, só areia. Do lado de dentro, promessas.
O sheik estava de pé diante da parede vazia, mãos cru