Há verdades que não pedem perdão. Elas exigem confronto.
CAETANO SIQUEIRA GOUVEIA
Eu fiquei sentado no sofá muito depois que Marcus saiu. A casa estava em silêncio, mas não era um silêncio limpo. Era um silêncio pesado, cheio de coisas que tinham acabado de nascer dentro de mim e que eu não sabia onde colocar. O relógio marcava uma hora que não significava nada. Eu não estava cansado. Eu estava acordado demais.
As palavras dele ainda estavam na sala, como se tivessem ficado presas no ar.
Ela