O fiscal chefe, cujo crachá o identificava como Dr. Américo, parou na entrada do galpão de lona, desviando o olhar com visível desdém das poças de lama que cercavam o canteiro da Vila Nova Esperança. Ele ergueu a prancheta de acrílico como se fosse um escudo legal e pigarreou, tentando sobrepor sua voz ao zunido da fresadora CNC, que Seu Valdir fizera questão de manter ligada.
— Engenheira Helena Vitruvia? — Américo perguntou, embora soubesse perfeitamente quem ela era. — Sou o supervisor da Sec