A sala do Conselho Portuário parecia um bunker de luxo suspenso sobre as águas do cais. Revestida com painéis de madeira escura e isolada por vidros triplos que barravam completamente o ruído dos navios cargueiros, a atmosfera ali dentro cheirava a charuto, café caro e decisões tomadas à portas fechadas. Sete conselheiros, todos homens de terno sob medida e expressões blindadas pelo cinismo, ocupavam as poltronas de couro. Na cabeceira, o presidente do Conselho, um aliado histórico das antigas