O sol nasceu sem a névoa pesada do dia anterior, cortando os arranha-céus de São Paulo com uma luz clara que banhava o esqueleto de aço do Centro de Reintegração Social. Às oito da manhã, o barulho das primeiras caminhonetes descarregando peças já ecoava pelo Bom Retiro. No entanto, dentro do galpão do Estúdio H, o clima permanecia blindado e silencioso.
Bia V. bateu com a palma da mão na mesa de compensado, quebrando a tensão. Seus olhos brilhavam atrás dos óculos refletivos.
— Peguei o ras