O dia amanheceu sob uma névoa espessa que cobria os arranha-céus de São Paulo. No terreno do futuro Centro de Reintegração Social, o som que quebrava o silêncio matinal não era o dos operários iniciando o turno, mas o murmúrio tenso de uma multidão barulhenta.
O consórcio imobiliário havia financiado uma manifestação de fachada. Cerca de cinquenta pessoas, trazidas em ônibus fretados e segurando cartazes padronizados com frases como "Segurança Já: Não ao Centro de Instabilidade" e "Valorização