Quando John despertou, já era noite. A primeira sensação foi a de estar fora do próprio corpo. O som abafado da cabine, a pressão nos ouvidos e o gosto amargo do álcool ainda grudado na língua o deixavam confuso. Passou a mão pelo rosto, respirou fundo e, por instinto, estendeu o braço até o console lateral.
Nada. O celular não estava ali.
Ele franziu o cenho, o coração dando um salto curto e incômodo. Revirou o assento, apalpou o bolso interno do paletó, o outro lado da poltrona. Nada. Um desc