Ricardo voltou para a Mansão Albuquerque como um fantasma retornando ao local de sua própria morte.
Eram três da manhã. A casa estava silenciosa, mas o silêncio não era mais de paz; era de ausência iminente. Cada móvel, cada quadro, cada centímetro de mármore parecia gritar o nome de Clara.
Ele subiu as escadas devagar, sentindo o peso de setenta e oito dias esmagando seus ombros.
Ele entrou no quarto. A luz do abajur estava acesa, fraca. Clara dormia.
Ricardo parou na porta, observando-a. Ante