Uma semana se passou desde a noite do coquetel no Hotel Unique. Sete dias que pareceram sete longos e angustiantes anos para Ricardo Albuquerque.
A Mansão Albuquerque, antes um mausoléu silencioso e perfeitamente ordenado, agora vibrava com uma energia estranha e desconhecida. Não se tratava do caos superficial de reuniões festivas ou da movimentação de empregados cotidianos, mas de algo sutil, constante e quase elétrico: a presença avassaladora e frenética de Clara.
Ela acordava invariavelmente