Ponto de Vista de Mia
O carro está quente.
Quente demais, talvez. Ou talvez seja só eu — o champanhe ainda fazendo seu trabalho lento pela corrente sanguínea, deixando tudo macio nas bordas. O casaco de Kyle ainda está enrolado nos meus ombros, o colarinho roçando meu queixo toda vez que respiro. Deveria devolver. Ele deve estar com frio. Só aquela camiseta cinza entre a pele e a noite de outubro.
Não me mexo para tirar.
A cidade desliza pelas janelas. Prédios e postes e o pedestre ocasional