Lorena lia em voz alta um artigo sobre jardinagem, sua voz monótona e suave, tentando preencher o silêncio que às vezes lhe parecia ensurdecedor. De repente, sentiu um leve movimento. Ela não tinha certeza se era sua imaginação ou um sinal real. Ela interrompeu a leitura e olhou para Bianca. E então ela viu. Os dedos da mão que ela segurava esvoaçaram fracamente, um sussurro de vida no meio da quietude. O coração de Lorena deu um salto.
— Bianca! — ela exclamou, com a voz embargada pela emoção.