O despertar de Bianca foi brutal. Não foi um abrir de olhos, mas um sobressalto doloroso. Sua cabeça latejava, e uma sensação de dor aguda percorria seus braços. Estava amarrada a uma cadeira. O ar era pesado, com um cheiro de umidade, metal velho e abandono. A única luz vinha de uma lâmpada que piscava fracamente, lançando sombras dançantes sobre caixas empoeiradas.
— Tem alguém aqui? — questionou com a voz rouca, o medo a imobilizou.
Das sombras, uma figura se aproximou lentamente, seus passo