Sage
A ala de cura parecia diferente nos últimos dias. Mais quente, de alguma forma. Outros curandeiros começaram a pedir minha opinião sobre ervas, e até alguns lobos nobres passaram a trazer os filhotes até mim para arranhões leves. Era uma mudança pequena, mas dava a sensação de finalmente pisar em chão firme depois de meses sobre areia movediça.
— O cataplasma de folha de prata que você sugeriu fez maravilhas — comentou a curandeira-chefe, sorrindo de verdade. — Talvez você pudesse me mostrar...
Ela parou no meio da frase. A tensão se espalhou pelo ar. No corredor, lobos se aglomeraram, e os sussurros se alastraram como fogo em mato seco.
— Ela voltou...
— O pai exigiu...
— O Alfa não teve escolha...
Então senti o perfume floral familiar, doce demais, perfeito demais, e meu estômago despencou.
Eris atravessou a ala de cura como se nunca tivesse partido, elegante até no suposto exílio. Sr. Alexander, o pai dela, vinha logo atrás, cercado por um séquito de nobres.
— Meu Rei — Se diri