Melissa
O quarto está quieto demais. Não é o silêncio tranquilo da madrugada ou o silêncio confortável de quem dorme. É um silêncio pesado, que parece ocupar espaço físico, pressionando o peito, dificultando a respiração.
Kieran está deitado diante de mim. Imóvel. Os olhos fechados. A expressão relaxada como se estivesse apenas dormindo depois de um dia cansativo. Mas eu sei que não é sono.
O corpo dele ainda está quente sob minhas mãos, o peito sobe e desce devagar, provando que ele está vivo.