— O que aconteceu? — A pergunta vem mais baixa, mais suave do que eu esperava, e a surpresa no rosto dele me atinge. Alejandro nunca pareceu preocupado com o que se passa dentro de mim. Até agora.
Eu desvio o olhar, mordendo o lábio, tentando me recompor, mas não adianta. A pressão dentro de mim se rompe.
— Meu pai... — começo, mas a palavra sai em um soluço. Respiro fundo e tento novamente, forçando a voz a sair. — Minha mãe ligou... Ele está de cama... a artrose piorou.
Alejandro fica em silê