DULCE
Demorei alguns segundos para conseguir recuperar o fôlego.
Meu corpo ainda parecia não me obedecer completamente, e minhas pernas estavam tão trêmulas que precisei apoiar uma das mãos no tronco da árvore para não perder o equilíbrio.
A noite estava fresca, mas eu sentia o rosto queimando.
Damião permanecia diante de mim, os olhos verdes presos aos meus, tão sério quanto sempre era. Era estranho. Há poucos instantes ele havia derrubado todas as minhas defesas com um simples toque que incen