Quando o último carro deixou o estacionamento do Orfanato Santa Luz e o silêncio voltou a ocupar lentamente os corredores da antiga construção, a irmã Cecília permaneceu alguns minutos parada diante da janela do seu pequeno escritório.
A luz do entardecer entrava suavemente pelas venezianas de madeira, desenhando longas faixas douradas sobre o piso gasto pelo tempo.
Lá fora, o jardim começava a ser coberto pelas sombras das árvores, enquanto algumas crianças ainda brincavam sob o olhar atento