O silêncio do armazém de salitre era interrompido apenas pelo gotejar de uma calha velha. Soraya estava parada no centro do galpão, abraçada à bolsa que continha o dinheiro de Margareth, sentindo o cheiro de mofo e perigo. Seus olhos vasculhavam as sombras, mas Bento não aparecia.
A poucos metros dali, escondido atrás de uma pilha de caixotes podres, Bento Forst observava a cena. Ele não olhava para Soraya, mas para o brilho metálico de uma lente de câmera que vinha de um carro parado discretam