Elise
— Que saudades. — Paloma me abraçou e respirei fundo. Finalmente estava em casa. — Alguns dias fora e descobrimos que somos dependentes de você.
— Não sei se fico feliz ou triste.
— Fique feliz, é claro. — Olhou no relógio do pulso. — Ainda bem que seu voo não atrasou, se nos apressarmos, dará tempo de buscar Theo na escola.
— Não vejo a hora de vê-lo.
— E essa maleta?
— Foi deixada pra mim.
— É dinheiro? — Paloma franziu o cenho.
— Não sei, não abri, mas acho improvável que seja.
— Como não abriu? Como pode receber uma maleta dessas e não abrir?
— Tinha acontecido muita coisa. Não quis me aborrecer mais.
— Tudo bem, eu posso te entender. Vamos então.
Paloma pegou seu celular na bolsa e seguimos em frente. Encaixei meus óculos escuros e sorri ao perceber os olhares em cima dela.
Ela conseguia ficar sedutora mesmo com um vestido que a cobria até os joelhos, claro, os seios fartos em um decote redondo se tornavam apenas um detalhe. Por isso que Juliana colocou uma aliança bem