O jantar já havia terminado, mas o salão permanecia cheio, vivo, sustentado por conversas que se reorganizavam em pequenos círculos. Era naquele intervalo entre o formal e o social que as verdadeiras leituras aconteciam, mais silenciosas, mais precisas. As pessoas falavam menos e observavam mais, e cada aproximação, por mais casual que parecesse, carregava intenção.
Foi nesse momento que Natan foi chamado. Um gesto discreto, um cumprimento mais reservado, alguém que exigia alguns minutos da at