A casa estava silenciosa naquela noite.
Depois de tantos dias em hospital, o silêncio da casa de Natan tinha um tipo diferente de peso. Não havia monitores apitando, nem passos constantes no corredor, nem portas abrindo a cada poucos minutos.
Apenas silêncio.
Ana passou a maior parte da tarde no quarto.
A enfermeira tinha ido e voltado algumas vezes, verificando medicação, perguntando se ela precisava de alguma coisa, repetindo as orientações médicas como se estivesse lidando com alguém