Os sábados na mansão Albuquerque costumavam ser mornos.
Silenciosos demais para uma casa daquele tamanho.
Magno raramente permanecia ali nesses dias. Sempre encontrava algo — reuniões, eventos, compromissos — qualquer coisa que justificasse sua ausência.
Qualquer coisa que o mantivesse longe.
Por isso, quando o carro cruzou os portões pouco depois das dez da manhã, ninguém havia sido avisado.
Nem esperado.
Ele entrou pela lateral, retirando os óculos escuros enquanto caminhava pelo corredo