202. A Sensação Grudada Na Minha Pele
A porta da SUV se fecha com um som seco, isolando o caos do lado de fora.
Mas não o suficiente. Ainda consigo ver a casa.
Mesmo quando o carro começa a se afastar, meus olhos permanecem presos nela.
Pequena, organizada. Bonita, até.
Qualquer pessoa que passe ali na frente não vê nada além de uma casa comum em uma rua comum. Não vê o quarto. A cozinha. As fotos.
Não vê a obsessão.
Meu estômago se contrai.
— Sophia — ouço Lucas chamar, baixo demais, controlado demais.
Não respondo.
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