11. O Menino Que Morde Babás
As palavras da Blair martelam na minha cabeça como um alarme chato que ninguém pediu para tocar.
Fico parada no meio da sala de estar, tentando processar o veneno embrulhado em seda que ela acabou de despejar.
Ela nem tirou os olhos do celular. Nem fingiu que isso é uma preocupação maternal legítima.
Foi só um aviso.
Ou, pensando bem: uma aposta.
Ela está esperando que eu fuja. Que desista e vire mais um nome na lista de babás que não sobreviveram aos primeiros dias.
Respiro fundo e endireito os ombros.
— Entendido, Sra. Sinclair — digo, mantendo a voz profissional mesmo com a irritação borbulhando. — Vou… dar o café para o Oliver.
Ela finalmente levanta o rosto, me encara com aquele olhar gelado que parece medir quanto tempo ainda tenho de validade por aqui.
— Ótimo — responde, voltando a atenção para o celular. — Então vá fazer seu trabalho, queridinha.
Franzo as sobrancelhas com o tom dela, mas assinto e me afasto.
Será que Blair desconfia de algo? Será que está me t