Mundo ficciónIniciar sesiónDUBAI
O luxo já não tinha o mesmo brilho que outrora a fascinava, o quarto estava silencioso demais, como um lago profundo e sereno, refletindo apenas a solidão que agora envolvia Sabine. — O som incessante e quase mecânico do ar-condicionado funcionava como um coração artificial em um espaço vazio, enquanto o eco abafado da própria respiração de Sabine soava como um sussurro de desespero em meio ao silêncio opressivo. Esse silêncio não era apenas a ausência de som; era uma vigilância constante, como a tensão que antecede uma tempestade, aguardando o momento certo para explodir. Era espera, um suspense que parecia apertar seu peito e minar qualquer ilusão de liberdade, como se cada respiração fosse limitada por correntes invisíveis. — Sabine permanecia sentada no centro do aposento, cercada por seda e ouro, e por uma solidão tão pesada que se tornava quase física — um cobertor que não trazia calor, mas sufocava. A






