Adrian
A luz matinal de São Paulo atravessa as cortinas de linho da suíte master, mas para mim, o único horizonte que importa é o corpo de Luna sob o meu. Eu a observo enquanto ela ainda dorme, a pele marcada levemente pelos meus dedos da noite anterior — um mapa de posse que eu pretendo redesenhar a cada centímetro hoje.
Eu não sou um homem dado a sentimentalismos, mas a visão de Luna segura no meu território, depois do inferno que atravessamos, desperta em mim uma fome que beira o patológico