Luna
O quarto nunca me pareceu tão pequeno, mas, ao mesmo tempo, tão vasto. O silêncio da mansão à noite é enganador; eu sei que, em algum lugar atrás daquelas paredes de concreto e mármore, no santuário tecnológico de Adrian, existe um par de olhos que me devora. Eu sinto o calor da lente. É uma sensação elétrica, um formigamento que sobe pelos meus calcanhares e se instala na base da minha coluna.
Ontem, a verdade nos libertou, mas hoje, a mentira quase me sufocou. Passar o dia sendo tratada