Mael não dormiu naquela noite.
Ele mesmo não saberia explicar por quê — ou melhor, saberia, mas não estava disposto a se sentar com aquela explicação por tempo suficiente para confirmá-la.
Por volta das três da manhã, havia saído do quarto e ficado parado no corredor do segundo andar por alguns minutos, ouvindo os sons da casa. O barulho discreto de Felícia indo e vindo do quarto de hóspedes a cada quatro horas para verificar a febre de Clara. A voz baixa e calmante que ela usava quando a menin