Tente Outra Vez

Tente Outra VezPT

Fabiano Jucá  En proceso
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Resumen
Índice

E se uma música fosse a chave de comunicação entre dois mundos? Um convite para esta obra de gênero híbrido entre a ficção científica, o espiritual e o drama. Tente Outra Vez é sobre a brevidade da vida. Sobre como a vida é breve e bela. Bela em sua brevidade e breve em sua beleza. Não espere por dias melhores. Faça de hoje o seu melhor dia. Tente Outra Vez é sobre a aceitação do inevitável, é sobre a superação da dor. É sobre, principalmente, o amor. Sobre o amor e sobre amar. Ame incondicionalmente. Uma história surpreendente. Uma grande reviravolta. Uma jornada de autoconhecimento e superação. Solomon, às voltas com problemas no casamento, se vê, em dado momento, num mundo onde sua esposa e sua filha... nunca existiram. É nesse ponto que começa sua batalha, com a ajuda de um velho tagarela e risonho chamado Amit, que mais atrapalha que ajuda. Tente Outra Vez é nome de uma música de Raul Seixas, e a letra dela dá o tom da luta de Solomon.

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24 chapters
Folha de rosto
Dedicado à minha mãe, Odete Razzolini, In Memorian (1942-2018)  Capa: Murillo MagalhãesIlustração da capa: Kauê DaipraiTexto e revisão: Eu mesmo, porque, né... $$$Créditos acima em ordem alfabética de função pra ninguém ficar triste.Copyright © 2018 por Fabiano Jucá Todos os direitos reservados. Nenhuma parte do livro pode ser utilizada ou reproduzida sob quaisquer meios existentes sem autorização por escrito do autor que, por coincidência do destino, sou eu.Esta obra é uma obra de ficção. LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.“Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangív
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Uma palavrinha sobre o livro
           Minha mãe faleceu sem ler meu primeiro livro, Rua de Pedra em Sépia. Gostaria muito que ela tivesse lido este que você tem em mãos, mas não houve tempo. É na dor que a gente aprende algumas coisas que só parecem óbvias depois do fato. Aí não tem mais volta. E as lembranças vão e voltam, e a gente se cobra e se cobra e se cobra, sem parar. Talvez tudo ocorra para que possamos evoluir. Talvez seja tudo muito fortuito. Não sei. Espero que haja algum sentido nisso tudo, pois, se não tiver, ficarei bem decepcionado.            Enfim, eis aqui um livro cuja história começa a partir de uma sensação estranha que tive quando parei numa lanchonete de beira de estrada, com minha família. Assim que a família de Solomon vai ao banheiro feminino, ele tem a n
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Prólogo
Brasil é o meu sobrenome. Um homem chamado Brasil em um país de mesmo nome. Solomon Alberto Brasil, descendente de escravos. Meus bisavós nasceram dentro de uma senzala. Não sei quase nada sobre eles. Apenas histórias, lendas, mitos. Todo registro se perdeu. Meus avós já eram alforriados, trabalharam em lavouras, em um esquema que pouco diferia de escravidão. Comeram o pão, aquele famoso, bem amassado, duro e seco. Vidas tão áridas quanto as terras que eles cultivavam. Meus pais são nordestinos. Cresceram em Pernambuco. Ainda jovens, desceram ao Paraná, em busca de oportunidades. Encontraram subempregos, vilas periféricas e sentiram fome. Além da fome que atacava o estômago, havia o preconceito que atacava a alma. Talvez isso fosse o pior. Eram lutadores. Melhor dizendo, são até hoje, estejam onde estiverem. Eu sinto q
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1 Travessia
Eu não sei dizer onde minha vida começa. Se no meu nascimento (ou concepção), ou se naquele dia fatídico em que entramos numa lanchonete, durante uma viagem, para descansar, comer alguma coisa, e relaxar depois de mais uma discussão ríspida. Eu tinha 28 anos. Teoricamente, tínhamos viajado para comemorar nove anos de casados. Passamos dois dias em Foz do Iguaçu. Dois dias bizarros. Originalmente, passaríamos uma semana. Mas Diane e eu não estávamos tão conectados quanto gostaríamos. Ou quanto eu gostaria, ao menos. Não posso falar por ela. Ela era professora de Sociologia no ensino médio, e estava cogitando fazer Mestrado na área. Nas horas vagas, era anarquista profissional, participava de todas as manifestações possíveis, e fazia questão de estar na linha de frente dos protestos. Admiro isso nel
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2 Cama de hospital
… Até acordar em uma cama de hospital. Sim, era uma cama de hospital. Roupa de cama toda branca, as paredes também brancas, um saquinho de soro fisiológico – ou algum outro remédio – pendurado ao lado da cama, ligado ao meu braço direito, uma das pernas para cima, toda enfaixada, pendurada, como naqueles desenhos animados que eu assistia quando criança. Não fazia a mais remota ideia de como havia parado ali. Tentei mover os braços, sem sucesso. Dor. Mal conseguia abrir um dos olhos. Aparelhos por todos os lados. Uma enfermeira se aproximou:— Bom dia, senhor Solomon, vejo que acordou. Vamos tomar uma sopinha? — Lançou-me um sorriso radiante. Tentei falar, não consegui. Não saía som, e de qualquer forma, doía demais. Dúvidas, dúvidas, muitas, infinitas (multiverso). Algumas palavras vinham à mente, como se ditadas por outra voz
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3 Volta às ruas
Eu estava em Curitiba. Era a Curitiba de sempre, mas… também não era. Subitamente, eu me vi morando com meus pais. Eu era um vendedor, continuava sendo um vendedor, e deveria vender coisas! Mas eu já não tinha mais a mínima ideia do que fazer ou como proceder, pois, apesar de ser a mesma cidade, não podia conceber uma vida sem minha família, em um ambiente em que ninguém parecia saber que eu tinha uma família. Meus pais eram meus pais, mas de alguma maneira, não pareciam meus pais, pelo simples fato de terem eliminado de suas memórias os últimos 10 ou 12 anos de minha vida. Nada fazia sentido. Eu quase tive ímpetos de voltar ao hospital, onde ainda parecia estar em uma espécie de bolha protetora. Uma vez na realidade, a dor é mais forte. Precisava trabalhar para conseguir dinheiro. Voltei, então, a contragosto, para o serviço. Eu era representante de vendas d
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4 Conexão
Acordei sobressaltado e suando em bicas. Sonhei com Diane, que gritava por mim de um lugar muito distante. Era uma espécie de abismo, onde ela caía e ficava cada vez mais distante, como se estivesse sendo sugada pelo ralo. Parecia tão real que, mesmo acordado, ainda ouvia nitidamente a voz dela. Real demais. Mais que qualquer sonho que eu já tivera.            Era madrugada. Estava em um hotel bem simples em Umuarama. Pulei da cama barulhenta e caminhei até a janela. Lua cheia, bela, profunda. Fiquei pensando se aquele satélite tão brilhante era o mesmo que eu conhecia. Nunca a vira tão viva. Parecia dialogar comigo. Um silêncio infinito, contrastando com meu sonho ainda vívido, lívido, assustador. Em algum sentido, porém, em algum lugar, eu sentia que o sonho podia ser uma espécie de comunicação. Amit era um mist&eacu
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5 Pequeno Azar
Digamos que você teve um “pequeno azar”, Amit disse. Tem que ser muito cínico para falar em “pequeno azar” numa situação dessas. Eu simplesmente (segundo ele, claro) atravessei uma espécie de portal entre-mundos e vim parar nessa cópia de mundo. Eu não entendi porra nenhuma do que ele me contou, aliás. Eu atravesso um portal e venho parar em um mundo idêntico ao meu, onde apenas minha esposa e filha não existem? E por que não há “outro eu” aqui? O cara queria mesmo me convencer de que tive um “pequeno azar”? A desgraça é que eu não tinha mais ninguém com quem contar.            — Sim, um pequeno azar. Bem pequeno, claro. Acredite, em situações semelhantes, muita gente teve destinos bem piores. Vai me dizer que nunca ouviu falar no Triângulo
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6 Tente
Havíamos rodado a esmo, Amit e eu, até ele desaparecer. Segui em frente e parei em Francisco Beltrão. Dei entrada em um hotel simplório, quarto 32. O local estava quase vazio, a não ser pela presença de dois homens que pareciam beirar os cinquenta anos, sentados em cadeiras de vime, bebendo cerveja, quase em frente ao hotel. Não pude deixar de ouvir que falavam de uma cidade misteriosa, próxima à Fazenda Luar*, que aparecia para alguns viajantes. Àquela altura eu não duvidava de mais nada, e foi isso que me fez querer distância da tal Fazenda, mas puxei uma cadeira e conversei um pouco com os locais enquanto esperava a noite chegar. Contaram alguns causos da região, e um deles, não sei se falavam para me assustar, dava conta de um rapaz chamado Alex que, naquele mesmo ano, 2010, meses antes, dormira exatamente no quarto 32 daquele hotel e fora encontrado caminhando à noit
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7 O Louco
Acordei no dia seguinte, ainda sentindo alguma fraqueza, mas me sentindo bem por ter ido tão longe na comunicação. Quem sabe, com treino e disciplina, pudesse evoluir. Eu sabia que o caminho seria longo e que talvez nunca conseguisse voltar. Era difícil me conformar com a situação, mas precisava mentalizar a possibilidade como algo concreto. Criar expectativas nunca ajuda. Não que eu não soubesse disso. Mas precisaria aprender a me virar melhor, a lutar por alguma coisa. Agora eu tinha um motivo muito forte para lutar. Diane me cobrava por não saber lutar, por ser muito passivo. Admito que eu tinha mesmo problemas com isso. Minha passividade acabava comigo. E meu espírito ia abaixo com facilidade. O medo e o sentimento de autopreservação me dominavam. A vitória obtida na comunicação, mesmo que curta e quebrada, me davam ânimo para tentar mudar. Porque dependia de mim. Eu pr
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