O que houve, Kate?

O que houve, Kate?PT

Chirlene Araujo  En proceso
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Resumen
Índice

E se você, desde criança sentisse como se não pertencesse a esse mundo? Se apesar de todo o amor que recebe, ainda sente um vazio que nunca será preenchido? Se apesar de tentar, nunca conseguisse se encaixar em lugar algum? Você suportaria viver uma vida, onde passa por todas as provações cruéis ao qual o destino lhe obriga a passar sorrindo? Kate era só uma criança, quando percebeu que sua vida não era e nem seria completamente feliz, não importasse o que fizesse, sempre existiria aquele vázio. A vida passou, as coisas mudaram, pessoas se foram, novas chegaram, mas Kate continua com a mesma sensação, a de ter sido um erro. Você, que vai ler esse livro, desde já lhe aviso, essa não é uma história bonita, aqui você vai encontrar todos os medos e anceios de uma pessoa, a qual a vida resolveu resolveu brincar de todas as formas possíveis. Se você for uma daquelas pessoas sortudas, irá encontrar um pouco de felicidade em algum desses capítulos. Mas, se você não for, eu quero dizer, do fundo do meu coração, que eu sinto muito!

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Dias ruins e dias ruins.
Ela era uma criança igual a cem mil outras crianças, brincava, sorria, criava histórias, menina aventureira e muito curiosa. Igual a todas as outras pessoas de sua idade, exceto, por não se sentir como se pertencesse de fato a tudo aquilo.— Venha Kate, vamos brincar. — Luiza, a coleguinha de infância a chama.— Vamos. — ela atende prontamente.As meninas brincam do (trisca), pique-esconde, cola, e várias outras brincadeiras infantis. Em um dado momento a garotinha parou e ficou em pé, encostada na parede de sua sala vendo os outros coleguinhas brincando para lá e para cá, a menina estava tão distraída que nem viu que um garoto mais velho havia se aproximado dela.— Ei, menina do olhão. — fala tentando provocar. Kate, que nem mesmo assustada abaixa a guarda, arregala os olhos ainda mais para ele, na intenção de mostrar que s
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Olá, inocência!
Kate, com lágrimas nos olhos levanta a saia, e tentando ignorar todos os comentários ofensivos abaixa a cabeça e ruma para sua casa. Mas antes ela sente um par de olhos lhe observando, quando ela olha vê Liza a encarando com um olhar culpado e um pouco envergonhado.No Caminha para casa, Kate reflete sobre tudo o que aconteceu. Ela não consegue entender o porquê de sua irmã não a ter defendido, ela é sua irmã mais nova, por mais que Liza tivesse aquele jeito grosso com ela em casa, Kate continuava sendo sua irmã, e como tal, não merecia a proteção dela?— Kate, já chegou? — sua mãe pergunta ao perceber que alguém adentrou pela porta.— Sim, mãe. — a menina responde ainda chateada.— Vem aqui me ajudar com Bernardo enquanto eu termino o almoço. — Amália pede já agoniada por o almoço estar atrasado e o seu filho mais novo estava muito traquino naquele dia.— Vem Ber. — A menina chama sem ânimo, Bernardo olha para ela e sai correndo em sua direção. Kate ob
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Sonhos ou pesadelos?
Seis anos depois.Amália nunca estivera mais errada. Os sonhos ruins nunca são apenas sonhos ruins, eles são coisas ruins, situações ruins, avisos ruins.Hoje faz seis anos que Kate foi tocada pela primeira vez de maneira insolente, faz também seis anos que sua mãe lhe disse que sonhos ruins são apenas sonhos ruins. Mas o dela se tornou pesadelo real, João continuou a tocar.Naquela segunda tarde ele colocou a mão em sua pele abaixo de sua calcinha, na tarde seguinte ele separou seus lábios vaginais com um maldito dedo, na próxima tarde ele enfiou o dedo, e assim continuou. Sempre que terminava ele pedia para a menina não contar para ninguém, e depois dava lhe um doce, assitia um filme, dava um presente, qualquer coisa que lhe agradasse e que viesse a ser usado para mudar o rumo das conversas com a mãe. Como a menina chegava animada com algo, Amália não desconfiava de nada, e
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Partidas dilaceram a alma, decepções destroem o coração.
A vida é mesmo uma incógnita, coloca no mundo quem não quer ser colocado e tira quem não quer ser tirado. Kate esperou por mais de uma hora para ver o efeito dos remédios e finalmente encontrar a paz, mas desistiu ao ver que possivelmente a potência dos medicamentos eram fracas e o seu objetivo não fora alcançado. Desanimada, ela percebe que a vida lhe deu outra oportunidade. Ou um grande chute na bunda. A menina se despede dos peixinhos e do rio, e faz sua volta em silêncio para casa. Ela não percebe, mas ao se virar e seguir seu curso, as águas sempre calmas formam pequenas ondas, e os peixes pulam mais felizes, como se todos tivessem parado para vê o resultado da besteira que aquela ingênua menina esteve prestes a fazer.— Kate, meu amor. Venha aqui por favor! — ao adentrar a casa ela se surpreende com sua mãe lhe chamando.— Sim, mãe? — fala desanimada.— Kate. — Amália diz limpando uma lágrima dos olhos. — a minha querida, me d
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Como aceitar com carinho aquilo que mais te causa pesadelos?
Kate pegou seus livros do chão rapidamente e desceu correndo para sua casa, Davi ficou a olhando arrependido, pensou em ir atrás dela, mas resolveu, por fim, ir para sua casa. O garoto se sentia um idiota, e de fato ele era.— Kate, aconteceu alguma coisa? — João pergunta ao ver a menina chegando nervosa.— O quê? — ela se assusta ao ver que o homem estava na casa. Kate, com tudo o que aconteceu acabou se esquecendo que ele estaria em sua casa fazendo almoço.— Por que você está tão nervosa? — João a questiona preocupado.— Não foi nada. — ela fala tomando um copo de água.— Pequena, o que aconteceu? — ele insiste.— Já disse que não foi nada. — fala se afastando de seu toque e indo em direção ao seu quarto.— Kate, volte já aqui e me fale o que aconteceu. — João fala a pegando pelo braço.— Me solta, eu já disse que não foi nada. — ela responde se
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Vida que segue!
Um mês se passou e eles não tiveram notícias de Amália, Adolfo preocupado com a falta de atenção da esposa fez algumas ligações para parentes próximos dela, mas ao ser ignorado por uns e enrolado por outros, acabou desistindo de procurá-la. Bernardo estava cada vez mais calado, ele não brincava como de costume, desligava o rádio que tinha em cima do armário quando a irmã ligava e não se comunicava direito mais com ela. Adolfo trabalhava muito para dar conta da casa e de pagar a faculdade de Liza e Maurício, esses dois ligavam sempre para saber como tudo estava indo, dava palavras de forças para o pai e falavam que a mãe um dia voltaria. Adolfo não acreditava nisso, mas ficava quieto para os caçulas não sofrerem mais do que já estavam sofrendo. Tudo estava muito complicado, ele sabia que o casamento não estava indo bem, mas n&
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Quando dói o coração.
Kate e Bernardo retornam para casa antes de Adolfo chegar do serviço. Começam a arrumar a casa e fazer o jantar, os dois estão animados, sorrindo e contando histórias. Quando o pai chega se surpreende e se alegra ao ver os filhos felizes e amigos outra vez, pelo menos isso estava voltando ao normal novamente, para a felicidade dele. — Que bom! Ver vocês assim. — comenta fazendo com que notem sua presença.— Papai. — falam ao mesmo tempo, correndo para dar um abraço em Adolfo. — Se todo dia eu chegar e ser recebido com um abraço gostoso desse vai valer muito a pena todo o estresse que passo no trabalho. — ele diz beijando o topo da cabeça dos filhos que sorriem em resposta.Após o banho todos se sentam a mesa para jantar, animados, Adolfo conta sobre o dia no serviço para eles, conta que uma vaca por apelido de" Carema" pariu, portanto, é bom que as crianças fiquem espertas e tenham cuidado, pois, a mesma é valente e tem muito ciúmes da cria. Os do
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A vida pode ser mais cruel?
Amália se assusta ao ouvir a respiração surpresa de Kate, Diane olha para a menina levando a mão na própria boca como se com o gesto fosse possível colocar as palavras de volta, João está sem reação e os cinco segundos seguintes é tão carregado que parecem cinco horas. Kate sai do transe quando vê sua mãe se movimentando para perto dela e de move com rapidez saindo da casa, mas a menina só consegue correr alguns metros antes de parar vomitando tudo o que havia ingerido no dia. — Filha? — Amália chama levando uma mão incerta nas costas da garota que está tentando conter a ânsia, após não ter mais nada no estômago. — Kate, se acalme. — a mulher pede. — Aquilo. — ela tenta dizer. — o que a vovó disse... — Kate. — Am
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Verdades despedaçadas.
O mundo é um mar de decepções ou as pessoas que são cruéis umas com as outras? Kate acreditava que às duas coisas se colidiam e se transformavam em um aglomerado perfeito de destruição e desesperança. Não podia ser! Ela simplesmente não podia acreditar que descobriu que Adolfo não era o seu pai, e que Davi foi embora no mesmo dia. Mentira! Davi realmente partira, e talvez nunca mais fosse o ver. Mas sobre o seu pai, era mentira! Adolfo era sim, o seu pai, se não fosse de sangue era de alma, coração, vida, que fosse como fosse, mas que fosse seu pai. Porque Kate poderia aguentar tudo, menos a rejeição do homem que lhe criou com tanto amor e carinho. Mas mesmo que Adolfo descobrisse ele não lhe rejeitaria. Rejeitaria? <
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O coração sabe
O que tem mais valor na vida, um ano inteiro ou um instante? Um livro cheio de palavras lindas, sem um único erro ortográfico, e com as mais variadas declarações de amor, ou uma só palavra errada? Às vezes um ano inteiro, cheio de alegrias e promessas é tudo o que alguém quer, e almeja, mas também às vezes em um único instante toda a magia desse ano pode vir abaixo. Assim como um livro repleto de coisas bonitas pode ruir no final, ao ser adicionado uma palavra errada. No ano de Kate, o momento em que sua magia acabaria, chegou. No livro de Kate, a palavra errada foi, "pai". Um ano atrás uma de suas colegas perdeu o pai, seu Alfredo era um senhor alegre, brincalhão, amigo e conhecido de todos, mas acabou por sofrer um infarte fulminante que o levou a óbito. Maria era da idade de Kate, e ficou inconsol&aac
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