O Capataz

O CapatazPT

Sandra Rummer  En proceso
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Resumen
Índice

A garotinha que o procurava quando pequena cresceu, e voltou mais linda do que antes. O relacionamento entre eles é improvável, ele é um capataz, ela é filha do dono da fazenda. Laura com sua persuasão não deixa o cowboy em paz e ele acaba cedendo a paixão que os consomem. Juntos, eles escondem de toda a família esse segredo: A paixão que sentem um pelo outro. Mas o mundo de Laura ruiu quando Miguel coloca um fim no relacionamento. Ela volta para Londres. Quatro anos depois o reencontro.

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28 chapters
Por que então eu estou babando por esse brucutu?
Wordwell, Verão de 2014Desci do ônibus e procurei pelos cabelos grisalhos do meu pai, mas nem sinal dele.Bufei.Que bom! Ótimo!Tudo que eu preciso é ficar nesse calor e com sede puxando uma mala pesada!Passo por entre as pessoas erguendo minha cabeça, ainda tentando achar meu pai, ou meu irmão mais velho. Paro em um canto e procuro em minha bolsa meu lenço. Passo na testa. Sem prestar atenção no barulho dos ônibus estacionando na estação. Estes que chegavam a todo momento e nem no barulho dos carros de uma avenida movimentada ao lado. Sento-me em um banco pensando na última vez que vi meu pai. Foi em um feriado prolongado há seis meses atrás quando ele foi à Londres com meu irmão me visita. Todo esse tempo, eu fiquei hospedada na casa de tia Susan. Segui os mesmos passos do meu irmão mais ve
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Ela cresceu...aquela menininha se foi.
Miguel Eu a observo em secreto. Há algo diferente nela, reparei nisso desde que eu coloquei os meus olhos na sua linda figura. Ela cresceu...aquela menininha se foi.  Não parece mais a garota que vivia atrás de mim na fazenda e que eu sabia tudo sobre sua vida e ela da minha. Meus olhos descem para seu colo branquinho e o formato de seus seios evidenciados pela camisa um pouco justa que ela usa. Firmes, no tamanho exato para caber na palma da minha mão.Minha respiração se intensifica, meu coração se agita no peito e uma onda de culpa me aperta então o estômago. Com dificuldade desvio meus olhos dela.Foi um baque quando a reconheci na rodoviária. Ela ainda tem em seu rosto aquela docilidade de tempos atrás e que tanto me atrai. Quando seus olhos azuis, os mais lindos que eu já vi na vida, marcados hoje com a
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Começo a entender a natureza do nosso beijo.
Eu estou pronta para a festa. Me olho no espelho mais uma vez. Estou usando um vestido branco e preto, que molda meu corpo, um pouco acima dos joelhos. A cor realça o brilho dos meus cabelos castanhos. Fiz uma maquiagem leve aquela que te valoriza, te deixa bonita e não te transforma em outra pessoa que não é.Meu coração está disparado dentro do meu peito e eu me sinto agitada e nervosa.Estou agitada, e não é por causa da festa, mas sim por saber que Miguel estará ao meu lado, ou talvez longe, mas o tempo todo me observando. Não acredito que ele ficará desfilando comigo pela festa e me apresentando as pessoas. Talvez ele estará afugentando elas, isso sim. Mas meu interesse de ir não é fazer novas amizades, mas sim sair com Miguel, achei mesmo que ele fosse. É a chance que tenho de reverter essa distância entre nós.Logo que entro na sala
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Ele foge de mim como o diabo foge da cruz.
Uma semana depois...Miguel tem me evitado. Ele foge de mim como o diabo foge da cruz. Meu pai disse que o trabalho tem sido pesado e exigido muito de seus homens, mas não é isso. Miguel sempre arrumou um tempo para mim. Já tivemos estiagem antes e ele sempre deu um jeito de me ver.Como todos os dias tenho feito, levanto cedo para cavalgar. Só depois da cavalgada tomo o café da manhã. Tem me feito bem esses momentos. É bom sair por aí, vendo a natureza, se bem que a paisagem está muito judiada.Visto uma calça jeans escura, uma camiseta branca e calço botas de cano alto. Amarro meus cabelos num rabo de cavalo.Tomo apenas um gole de café na cozinha que Maria me ofereceu e saio em direção as baias. Peço para um dos empregados de papai selar um cavalo para mim. O sol está entre nuvens. O vento está mais frio que o normal, mas fiquei com pr
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Eu te desejo Miguel.
Laura Aperto meus passos em direção a casa, com a chuva pesada ferindo minha pele. Mesmo com dificuldade em manter meus olhos abertos, consigo ver ao longe a caminhonete de Miguel. Imediatamente meu coração se agita no peito com pura alegria. Ela está bem distante, quase um pontinho na paisagem, mas mesmo assim percebo que ele vem rápido, o carro deslizando no barro, avançando com destreza tentando não ficar atolado.Com certeza ele deve ter visto meu cavalo.Um novo raio cai, parece perto e me faz estremecer inteirinha.Clamo nessa hora, pedindo a Deus que ele chegue logo antes que um me atinja. Aperto mais meus passos, mas o caminho agora, parece um pequeno rio e eu escorrego e caio de bunda no chão.Me levanto e saio do caminho, andando no mato queimado, e prossigo caminhando com cuidado para não cair em algum buraco.Ergo meu rosto e perc
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A cavalaria chegou.
Eu não sei o que dizer. Um silêncio pesado cai sobre nós. Só se ouço o barulho da chuva, que começa a diminuir. Respiro profundamente.—Miguel, você está muito pensativo, fala o que está sentindo. Não me deixe fora.Ele me olha com a respiração agitada.—Esse cara. John Reynolds. Você sabia que seu pai e o pai dele sonham com a união das famílias?Meu coração ainda está batendo tão furiosamente no meu peito e eu levo um momento para entender o que acabo de ouvir. Quando assimilo a informação, um rastro de raiva percorreu minha medula.Eu engulo em seco.—Não pode ser! Eu conheço meu pai, você deve estar enganado. Ele não faria uma coisa dessas.— Há verdade em cada palavra que eu te disse. Mamãe me contou. Não é de
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Com os olhos vendados
 Duas semanas depois... Eu estou no meio do quarto de Miguel, com os olhos vendados. Ele amarrou um pano negro em meus olhos. Estou usando uma anágua de seda negra. Estremeço, pois, sei que ele está por perto.Minha boca se separa, e eu ofego, sedenta por seu toque, por seus lábios. Apalpo o ar, procurando seu corpo. Eu me sinto vulnerável, pois sei que ele está me observando.Dou alguns passos e paro quando o ouço atrás de mim, logo sinto seu perfume... arrepio-me inteirinha.—Miguel.—Quem mandou sair da cama? —Ele diz baixo e rouco perto da minha orelha.Eu me viro e o toco, estremeço com o contato do seu corpo forte, nu e quente junto ao meu.—Você demorou...Seus dedos mergulham em meus cabelos e ele me faz inclinar minha cabeça para trás e arrasta seus l&aa
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Londres? Não!
No dia seguinte, eu me levantei cedo. Todo dia vejo Miguel passar com seu cavalo negro da minha janela. Porém hoje eu não o avistei, só quando voltava com o meu cavalo depois de cavalgar uma hora pela fazenda. Nessa hora ele estava indo em direção ao seu carro. Imediatamente sorri satisfeita e pensei:Que bom que ele ouviu meu conselho em ir ao médico.Meus olhos então o beberam pois ele estava lindo de doer. Usava uma calça de sarja preta e camisa da mesma cor, botas de cano curto.Agora, depois de um banho demorado e vestida com um vestido de algodão preto estou aqui em frente a janela, ansiosa, apreensiva, a cada minuto checo se ele chegou.Resolvo por uma cadeira em frente a ela quando vejo que os minutos passam e nada dele aparecer. Sento-me pensativa com a imagem do lago pedra alta seco. Talvez a sua queda e todo o esforço de levar o gado mais longe para beber água
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Segredos
Mais tarde quando entro na sala dou com meu pai lendo um jornal. Eu respiro fundo tentando controlar meu nervosismo, forço um sorriso.—Aonde você estava?—Conversando com Miguel. —Digo, preciso prepara-los para quando eu e ele anunciarmos que estamos juntos e é sério.Ele assente para mim sem sorrir, acho que tentando entender a natureza do "conversando".—O que acha de cavalgarmos juntos?Eu sorrio.—Maravilhoso. Vou colocar minhas roupas de montaria.***Papai e eu cavalgamos em silêncio, até certo ponto. Quando avistamos o gado e os peões Vitor está no meio deles. Eles estão fazendo a travessia do gado para a fazenda dos Reynolds. O mugido soa ao alto trazido pelo vento.Paramos nossos cavalos ante essa vista.—Pai, o senhor vai fazer mesmo o lago artificial? —Pergunto.Meu pai olha surpreso
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Eu sinto tanto sua falta. Tanto.
Eu me levanto cedo e visto uma camisa branca, calça jeans e botas de couro macio. Antes mesmo de tomar o café da manhã passo na casa de Miguel.Ah, eu sinto uma saudade absurda dele.Porém nem todos os dias conseguimos ficar juntos, eu fico apenas com seus olhares de desejo e meus sentimentos guardados querendo vir à tona. Eu estou cansada de migalhas, mas é melhor elas do que nada. Ás vezes, eu tenho vontade de correr e me jogar em seus braços, beijar sua boca sem me importar com nada. Na caminhada até a casa dele sorrio sozinha quando penso em seu sorriso, seu carinho, suas carícias, seu corpo, seu cheiro.—Miguel! —Eu o chamo do lado de fora de sua casa. Mas não houve resposta.Será que ele voltou a trabalhar não respeitando as recomendações de meu pai?Cumprimento dois cavalariços que passam por mim.&m
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