MATEOFico olhando pra porta por onde ela saiu, o eco da batida ainda ecoando na cabeça. O quarto parece maior agora, vazio de um jeito que não devia incomodar tanto quanto incomoda.Passo a mão pelos cabelos, respiro fundo, e sento na beirada da cama. É aí que vejo, jogada no chão, a blusa que ela usou pra dormir, a minha blusa na verdade, ainda com o cheiro dela impregnado no tecido.— É melhor assim — sussurro, quase no automático, pegando a peça.Levo até o nariz sem pensar direito, e o cheiro me atinge em cheio. Doce e selvagem ao mesmo tempo, uma mistura que não existe em nenhuma outra mulher que já conheci. Fecho os olhos, e a lembrança da noite volta inteira, sem pedir licença, as mãos dela deslizando pelo meu corpo, minha boca na pele dela, os gemidos, o jeito que ela se movia comigo como se nossos corpos já se conhecessem há anos.Porra, como foi gostoso, sentir ela, tocar aquele corpo... Meu corpo esquenta só de lembrar, meu pau pulsa, está faminto por ela, que inferno. Qu
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